É impossível impedir o aparecimento de algas no aquário, por mais cuidados que você tenha, elas sempre acabam aparecendo, às vezes, ficam até ornamentais no aquário, por exemplo quando algas verdes filamentosas se fixam a uma pedra e a cobrem toda parecendo um tapete natural de veludo, mas às vezes elas são os "bandidos", crescendo sobre as plantas e consequentemente matando-as sufocadas e impedindo que a planta receba luz, mas o que devemos fazer para evita-lás ou ao menos impedir que elas tomem conta do aquário? Para responder a essa pergunta é necessário conhecer os diversos tipos de algas.

Algas azuis

Essas algas normalmente cobrem as plantas, pedras e o solo por uma camada de gordura indo do azul-esverdeado até o castanho-escuro, a água do aquário fica com cheiro de mofo, elas aparecem normalmente em aquários que ainda não estão estabilzados, mas podem aparecer em aquários antigos também quando há excesso de alimento, se a água da rede de onde você mora for rica em nitratos e você não fizer mudanças frequentes de água. Para acabar com essas algas no aquário, faça trocas de água mais frequentes, eu recomendo 20% do volume total por semana, remover com as mãos mesmo as algas que estiverem nas plantas pedras e no solo e dos vidros com uma esponja, a sifonagem do fundo será muito importante para a retirada de detritos em decomposição, a introdução de animais que comem algas também ajuda.

Algas verdes

São as mais comuns, são pequenos pontos verdes nas pedras e nos vidros, quando elas aparecem é sinal que o aquário está em boas condições, mas tudo que é em excesso é ruim, então não a deixe passar de alguns simples pontos verdes no vidro traseiro e nas pedras, elas aparecem por excesso de luz, e uma grande concentração de nitratos e fosfatos. Frequentes trocas de água e a diminuição da intensidade de luz muitas vezes são suficientes, peixes que comem algas não costumam comê-las.

Algas verdes membranosas

Essas algas lembram uma espécie de membrana que cresce sobre as folhas das plantas, são ocasionadas por excesso de intensidade luminosa, a grande concentração de nitratos e fosfatos também contribuem para o seu desenvolvimento, essas algas são facilmente controladas com a aquisição de animais que comem algas e diminuição da intensidade luminosa, elas também podem ser removidas das folhas das plantas usando-se as mãos, pois se soltam facilmente.

Algas verdes filamentosas

Essas algas também são conhecidas como "algas peludas", muitas vezes são um grande pesadelo para quem tem um aquário plantado pois elas se fixam nas plantas matando-as sufocadas e impedindo a captação da luz, mas por outro lado, quando elas se fixam nas pedras ficam até ornamentais, na minha opinião, lembrando um tapete natural de veludo, os peixes que comem algas difícilmente se alimentam dessas algas, uma alta concentração de nitratos e fosfatos são uma das principais causas, a solução é fazer trocas parciais de 20% da água do aquário toda semana, diminuir o período de iluminação e cortar as folhas que estão infectadas.

Algas rodófitas

Também conhecidas como algas marrons, são pequenos pontos marrons que lembram ferrugem e se alojam nas plantas, pedras, solo e nos vidros, o principal motivo do seu aparecimento é a quantidade insuficiente de luz, você pode notar que elas sempre aparecem nos locais menos iluminados do aquário, outro fator que também contribui para o aparecimento dessas algas é uma concentração de nitratos muito alta. Para acabar com essas algas, normalmente o aumento da intensidade de luz ou do período de iluminação são suficientes, animais que comem algas também podem ajudar.

Sobre o autor:
Marne Campos
Autor: Marne Campos
Marne Campos, natural de Campinas-SP, é aquarista desde 1990 quando, aos 7 anos de idade, ganhou o seu primeiro aquário e se apaixonou completamente pelo aquarismo. Bacharel em Análise de Sistemas pela PUC-CAMPINAS e técnico em Eletro-Eletrônica pela UNICAMP, criou o projeto Aquarismo Online em 1999, além outras iniciativas ligadas ao aquarismo que vieram logo em seguida, entre elas a idealização do CBAP (Concurso Brasileiro de Aquapaisagismo) onde ocupou o cargo máximo por 12 anos. Dedica-se à aquários plantados desde 1998, tendo como principal área de interesse atualmente, a manutenção de ambientes aquáticos por longos períodos.