Estações Secas e Chuvosas no Aquário

 

Muitos peixes tropicais se reproduzem sazonalmente devido a mudanças de seus ambientes naturais. Na maioria das vezes eles o fazem no começo da estação chuvosa, porque ela trás um aumento do suprimento de comida e maior possibilidade dos alevinos encontrarem alimento e abrigo.
Recriar a maioria das mudanças possíveis que ocorrem durante as estações chuvosas pode ser um caminho para se obter a desova das espécies que, de outra forma, seriam muito difíceis de procriar. Algumas espécies são tão fáceis de procriar que não se faz necessário usar os métodos descritos abaixo, mas certas espécies precisam deles. Primeiro tente as regras básicas de reprodução mas se não conseguir, tente algumas das sugestões abaixo

A seguir uma compilação de maneiras de conseguir reprodução de peixes vindos de áreas onde as estações secas e chuvosas são marcantes como o Amazonas e o Rio Negro na América do Sul. Os dados e idéias foram colhidas de diversas fontes incluindo livros, amigos, a internet e baseados também na minha própria experiência acasalando peixes-gato e Tetras sul-americanos.

A simulação das estações secas e chuvosas dura cerca de quatro semanas. Usando métodos simples alguns conseguiram reproduzir Panaque nigrolineatus, Sturisoma sp., e Comedores de Algas Sieameses, que são considerados peixes muito difíceis de reproduzir.

Gatilhos reprodutores da natureza:

Relacionadas abaixo estão as diferentes mudanças que podem ocorrer durante o início das estações chuvosas e que podem induzir as espécies a se reproduzirem. Elas não estão dispostas em qualquer ordem nem se sabe ao certo quais delas devem ocorrer simultaneamente para que ajudem a reprodução.

1. Baixa pressão:
Após um longo período de pressão alta ao final da estação seca, a pressão barométrica cai, com a chegada das primeiras chuvas.

2. Aumento da oferta de comida:
Depois de um período de inanição após a estação seca, a oferta de comida aumenta drasticamente. Algumas espécies ficam esqueléticas pois em alguns casos podem ficar cerca de um mês sem comida. Certas espécies comem até detritos de outros peixes para se nutrir.

3. Diversificação de alimentos:
Durante a estação seca a comida escassa se resume a larvas e mosquitos que afundam, além de restos de plantas. Quando caem as chuvas, caem também mosquitos e outros insetos sobre a superfície da água, pólem de flores, sementes de frutas, larvas frescas e ovos, além de alevinos de outras espécies que começaram a reproduzir precocimente.

4. Aumento no fluxo de água:
O resultado das chuvas é o auemnto da vazão de água. O peixe se torna mais ativo. Algumas espécies migram contra a correnteza para atingir águas mais calmas e mais apropriadas para a desova.

5. Aumento nos níveis de oxigênio:
Chuva caindo na superfície da água aumenta o teor de oxigênio dissolvido. Aumenta na vazão também faz o teor de oxigênio subir. Em muitos casos o nível elevado de oxigênio é a condição que os ovos e os alevinos precisam, em seus primeiros dias.

6. Diluição das substâncias dissolvidas na água:
Quanto mais duradoura for a estação seca, mais sais, substâncias húmicas e material orgânico estarão concentrados na pouca água que sobra. Quando a chuva começa, a concentração dessas substâncias decresce, por causa da diluição. O rio, a correnteza, etc., vai se diluindo com a água da chuva que tem dureza igual a zero. Isto abaixa a dureza e muitas vezes o pH.

7. Mudança na temperatura da água:
A temperatura da água costuma cair quando o tempo fica nublado ou com a água fria das chuvas. Nos terrenos elevados as variações térmicas costumam ser maiores que em áreas de terras baixas (10°C comparado a alguns graus).

8. Variação na profundidade da água:
O aumento no volume de água causa um aumento na profundidade do rio. A pressão no fundo aumenta e o peixe ganha um espaço vertical maior para nadar. A distância para a superfície será maior para aquelas espécies que vão à superfície pegar ar.

9. Maior disponibilidade de locais para a desova:
Ao final da estação seca só existe água fluindo no meio do rio ou córrego e existe muito poucas plantas ou abrigos. Com o aumento na profundidade da água, os peixes podem encontrar novas áreas alagadas com plantas, raízes, troncos e sombras, onde podem esconder seus ovos e dar aos alevinos uma maior chance de se esconder.

10. Mudanças na iluminação:
A intensidade de luz e sua duração diminui por conta das nuvens em conexão com as chuvas. Algumas partes do dia podem se tornar muito escuras durante chuvas intensas. Com mais nuvens no céu a claridade da manhã demora mais a acontecer e o entardecer acontece precocemente.
Até o ângulo de incidência da luz varia durante o ano. Quanto mais afastado do equador, maior será a variação.
Note que certas espécies preferem total escuridão para desovar (elas habitam vegetação densa entre raízes e águas escuras).

11. Aumento nos níveis de fitoplancton:
Quando chega a estaçã chuvosa isto acontece em certas águas. Isto também é um sinão para peixes adultos desovarem pois há alimento para os pequenos filhotes por vir.

12. Época certa do ano:
Certas espécies possuem um relógio biológico muito forte, que está conectado à mudança das estações secas e chuvosas naquela região.

13. Desovas de outras espécies:
Hormônios de outros peixes na água podem ser um gatilho para a desova de certas espécies.

14. Sons:
Até mesmo o cair da chuva contra a superfície da água pode ser um sinal para a desova. Talvez também o som dos trovões.


Como nós simulamos isso no aquário?

Abaixo estão sugestões de como simular os mais variados estímulos citados acima. Quais escolher dependerá das espécies que se pretende obter a desova. Certas espéices podem precisar de apenas algumas, como boa alimentação e trocas de água por outra de temperatura mais baixa, enquanto outras precisam da maioria dos itens listados acima. A lista a seguir segue a mesma ordem que a de cima:

1. Baixa pressão:
Existem muitos relatos de pessoas que tiveram desovas em seus aquários durante períodos de baixa pressão. Entretanto, essas mesmas espécies poderiam ter desovado em períodos de alta pressão se as circunstâncias corretas estivessem presentes. Baixa pressão é impossível de simular em um aquário, então mantenha os olhos na previsão do tempo e comece a simular um tempo chuvoso durante esse período de baixa pressão.

2. Aumento da oferta de comida:
Se os peixes estão em boas condições quando em período de desova, eles podem ficar sem comida por várias semanas. Quando o alimento começa novamente a ficar fácil isso pode despertar seu instinto para desovar.

3. Diversificação de alimentos:
Trocar de alimentação pode disparar o gatilho para a desova. Em algumas águas Sul Americanas a quantidade de larvas de mosquito aumenta (especialmente larvas brancas) no começo da estação chuvosa. Se você não costuma oferecer tais larvas regularmente e resolve fazê-lo durante esta simulação de estação chuvosa isso poderá estimular a mudança de comportamento.

4. Aumento no fluxo de água:
Facilmente equacionável com diferentes tipos de bombas e filtros. Certas espécies desovam perto de locais com grande movimentação de água, como por exemplo em frente à saída do filtro.
5. Aumento nos níveis de oxigênio:
Use uma pedra porosa e compressor ou então deixe um filtro fazendo “splash” na superfície para aumentar o teor de oxigênio.

6. Diluição das substâncias dissolvidas na água:
Use turfa e sais como CaCO3, MgSO4 ou fertilizantes para manter a água com altas concentrações tanto de sais quanto de substâncias orgânicas durante esta simulação de estação seca. Depois, dilua com água o mais mole quanto possível quando a estação chuvosa começar (pode-se aqui usar água de Osmose Reversa).

7. Mudança na temperatura da água:
Use aquecedores submersos para manter a temperatura alta durante o período seco. Note que certas espécies não suportam temperaturas nem tão altas nem tão baixas e que também certas espécies preferem temperaturas mais elevadas para desovar. Tais espécies talvez procurem por grama alagada para desovar, onde o sol aquece o espelho d’água.
Para baixar a temperatura, alguns apenas diminuem a regulagem dos termostatos. Para resfriar mais ainda, alguns ventilam o local do aquário ou colocam blocos de gelo no aquário.

8. Variação da profundidade da água:
Baixe o nível da água para 25% do normal durante a estação seca. Eleve para o nível normal em alguns dias quando a estação chuvosa começa.

9. Maior disponibilidade de locais para desova:
Troque as plantas e decoração. Caso não use cascalho, plante algumas plantas em potes e faça cavernas com raízes para tornal o local aconchegante para a desova.

10. Mudanças na iluminação:
- Intensidade luminosa: possuindo diversas lâmpadas no aquário se torna fácil manter apenas uma ligada ou até mesmo usar apenas a luz natural de sua casa. Outra técnica seria cobrir a tampa de vidro de seu aquário com folhas de papel.
- Duração do fotoperíodo: próximo ao equador, a duração de luz costuma ser de 12 a 14 horas ao longo do ano. À medida que nos afastamos do equador aumenta a diferença de tempo entre as estações. Diminua o tempo em 1 a 2 horas tanto de manhã como ao anoitecer. Use um timer.
- Ângulo de incidência da luz: difícil de simular no aquário.

11. Aumento nos níveis de fitoplancton:
Não é fácil de simular no aquário, mas pode-se tentar infusórios. Mesmo que isso não estimule a desova, pode ser uma boa primeira alimentação para certas espécies com alevinos bem pequenos.

12. Época certa do ano:
Peixes coletados na natureza podem necessitar que esteja na estação chuvosa na área de onde eles são capturados, para que desovem em nossos aquários. Descubra de onde a espécie é nativa e quando ocorre a estação chuvosa lá.
Peixes reproduzidos em cativeiro geralmente possuem seu senso de quando é a estação chuvosa e quando as chuvas estão menos intensas e as vezes podem ser reproduzidos ao longo do ano todo. O mesmo pode ser verdade para peixes que foram coletados ainda jovens. Se eles não vivenciaram uma estação chuvosa então pode ser mais fácil deles desovarem numa época distinta daquela em que eles normalmente desovariam na natureza.

13. Desovas de outras espécies:
Deixe uma outra espécie de desova mais fácil desovar no aquário em que você quer que determinada espécie desove. Isto funciona como um tratamento hormonal natural. Uma alternativa seria fazer a primeira espécie desovar num outro aquário e usar parte de sua água no aquário no qual estamos tentando a desova.

14. Sons:
Adicione água a seu aquário através de uma placa plástica contendo diversos pequenos orifícios. As gotas que cairão através dos furos irão simular os pingos de chuva caindo sobre a superfície da água.

Outras idéias que são usadas pelos criadores são:

• Filtrar a água sobre calcário durante a estação chuvosa. Isto faz a água ficar mais dura, mas pode ser a mudança na química da água que faz com que certas espécies desovem.
• Mova os peixes bem alimentados de um tanque com condições não ideais (sem substrato, parâmetros incorretos, muitos peixes atrapalhando, etc) para outro com as condições corretas para a desova. A mudança em si associada a todas as modificações que ocorreram podem levar o peixe a desovar (técnica usada na reprodução de vários Tetras).

Sugestões para um esquema de desova:

Preparações e dicas:

Escolha um aquário do tamanho apropriado para a espécie em questão. O aquário precisa ter o volume que seja suficiente quando apenas 25% dele estiver com água. O principal problema é manter o nível de oxigênio alto o suficiente sem um filtro ou pedra porosa. Construa tocas e coloque algumas plantas. O aquário deverá simular o final da estação seca.

• Substrato

Existe debate entre usar ou não. O mais comum é ter algum tipo de cascalho mas turfa ou perlon pode ser usado. A introdução desse substrato de fundo ajuda a aumentar a superfície para que bactérias benéficas se multipliquem.

Vantagens de usar substrato:
- Algumas espécies preferem chão escuro, outras pálido, como certas Corydoras;
- Muitas espécies gostam de fuçar o fundo à procura de comida;
- Corre-se menos riscos de fungos atacarem pequenos alevinos de peixes de fundo;
- Ovos que caiam no substrato são mais difíceis dos pais acharem e comerem;
- Não existem reflexos vindos do chão.

Desvantagens de seu uso:
- Difícil verificar se toda comida foi consumida;
- Difícil de limpar sem sifonar (e correr o risco de sugar os ovos).

- Se você não sabe como o peixe desova então terá que montar o aquário com um pouco de cada coisa. As plantas podem ser variadas com plantas de folhas grandes (samambaia de Java, Echinodorus, Anubias e Hydrocotyle), folhas delicadas (Myriophyllum, Cabomba e Egeria), estreitas (Valisneria) e outras (musgo de Java, Najas). Plantas grandes podem ser plantadas em potes para fácil remoção. Use raízes, canos de PVC de diversos diâmetros, plantas plásticas. Todos esses acessórios devem ser devidamente desinfetados e livres de caramujos.

• O tanque deve ser preechido com água vinda do tanque onde o peixe estava antes e ter a mesma temperatura. Certifique-se de que a água foi trocada recentemente (baixos teores de nitritos e nitratos).

• Um filtro de vazão controlável deve ser usado.

• A cobertura de lâmpadas deve ser capaz de oferecer um brilho intenso de luz.

• O aquecedor deverá ser disposto próximo ao chão do aquário, porém fácil de ajustar. Certifique-se de que este aquecedor possa ser totalmente submerso.

• Cubra as laterais com papel para evitar assustar os peixes enquanto se move pelo cômodo.

• Não alimente com larvas de mosquito antes da tentativa de desova.

• Certifique-se de ter turfa (a preta é preferível), cones de desova, folhas, extrator de turfa (carvão ativo/Purigen). Certifique-se de que a Dureza em Carbonatos esteja entre 2 e 3 KH para evitar surpresas de quedas de pH quando a turfa for colocada.

• Escolha animais maduros e saudáveis na quantidade apropriada de machos e fêmeas dependendo da espécie e os coloque no tank de desova. Eles devem ser bem alimentados para que suportem as duas semanas de estação seca.


Esquema de simulação:

Fim da estação chuvosa:
Ainda alguma comida e o nível das águas ainda não começou a cair.

Dia 1. Alimente cerca de 1/10 do normal. As luzes devem agora ter um nível entre ensolarado e nublado por cerca de 14 horas. Filtro com vazão máxima.

Dia 2. Baixe o nível da água em 10%, alimente 1/10 do normal. Coloque algum carbonato de cálcio e sulfato de magnésio para aumentar tanto a Dureza Total quanto a Dureza em Carbonatos 1° cada (uma alternativa seria tirar 20% da água e adicionar metade dessa quantidade de água Dura, se estiver disponível). Coloque uma dose de fertilizante para plantas conforme instrução do produto (isso oferece mais sais para a água).

Dia 3. Baixe o nível da água em 10% e não alimente. Eleve a temperatura um grau.

Dia 4. Baixe o nível da água em 10%. Aumente o GH e o KH em 1° cada. Alimente 1/10 do normal. Coloque turfa e cones de desova. Taninos serão liberados nos próximos dias.

Início da estação seca:
Oferta de alimento diminue e cessa. Nível da água e corrente diminuem.
Temperatura da água restante aumenta.

Dia 5. Baixe o nível da água em 10%. Não alimente. Aumente a temperatura cerca de um grau. Diminua a vazão do filtro. Verifique o pH.

Dia 6. Baixe o nível da água em 10%, alimente 1/10 do normal.

Dia 7. Baixe o nível da água em 10%. Aumente o GH e o KH em 1° cada. Pare de alimentar até o dia 21. Aumente a temperatura cerca de um grau.

Dia 8. Baixe o nível da água em 10%.

Dia 9. Baixe o nível da água em 10%. Aumente o GH e o KH em 1° cada. Desligue pedras porosas ou bombas de circulação. Retire o filtro para limpeza. Deixe o filtro rodando em outro aquário para manter vivas as bactérias benéficas por uma semana, quando este filtro será novamente usado.

Dia 10. Baixe o nível da água em 10%. A essa altura o nível da água deve estar em 25% da capacidade total do aquário. A temperatura deve estar próxima dos 28°C. Coloque turfa, cones de desova, folhas, etc. Adicione fertilizante. Aumente a iluminação para o máximo. Remova qulaquer planta flutuante. De início ao uso da cultura de infusórios. Verifique o pH.

Dias 11 a 19. Deixe os peixes em paz.

Início da estação chuvosa:
As primeiras nuvens já podem ser vistas no céu mas as chuvas não começaram a cair.

Dia 20. Limpe o filtro que estava rodando no outro aquário. Diminua a iluminação tanto na intensidade quanto na duração (diminua para 10 horas). Retire a turfa e folhas. Verifique o pH.

Primeira chuva:

Dia 21. Recoloque as plantas flutuantes. Adicione mais plantas do tipo que o peixe gosta para desovar. Adicione água limpa e mole (cerca de 20% do volume do tanque). A temperatura dessa água deve ser uns 3°C mais fria que a água do tanque. Recoloque o filtro e faça-o funcionar com metade de sua capacidade, se possível. Experimente desligar as luzes por umas duas horas no meio do dia para simular nuvens pesadas. Diminua a temperatura do termostato em 2°C. Alimente um pouco com larvas de mosquitos e artêmias salinas recém eclodidas. Adicione infusórios para que a água fique ligeiramente turva.

Dia 22. Reponha mais 20% de água ao tanque com água 5°C mais fria. Aumente a vazão do filtro para o máximo, fazendo com que exista splash na superfície da água. Baixe a temperatura no termostato outros 2°C. Alimente bastante e com freqüência. Adicione infusório para turvar um pouco a água. Adicione alguma vitamina na água e fertilizante para plantas.

Dia 23. Adicione mais 20% de água ao tanque com água 5°C mais fria. Ligue algum tipo de aeração, porém fraca. Baixe mais 2°C na temperatura do termostato. Alimente bastante e adicione mais infusório.

Dia 24. Desligue o termostato se o peixe puder suportar a temperatura ambiente. Aeração a meia força. Complete o volume do tanque com água 5°C mais fria. Se for possível, abra uma janela durante a noite para baixar a temperatura ainda mais. Alimente bastante e coloque mais infusórios.

Alta estação das chuvas:

Dia 25. Aeração em força total. Troca parcial de 50% e alimente bastante.

Dia 26 em diante. Mantenha a aeração no máximo e faça trocas parciais de 50% e alimente bastante até que ocorra a desova.

Nota do tradutor: No dia 10 está sendo sugerido que as elevações de temperatura atinjam 28°C mas para muitos peixes tropicais que aguentem temperaturas mais elevadas, este valor pode passar de 28°C.

 

Autor: Kristian Adolfsson
Tradução e adaptação para o português Marcos Mataratzis

Sobre o autor:
Marcos Mataratzis
Autor: Marcos Mataratzis
Marcos Mataratzis, natural de Recife-PE, mora na cidade do Rio de Janeiro desde os 9 anos de idade, atuando na área de educação como professor de Química. É astrônomo amador astrofotógrafo desde 1980 com fotos publicadas em livros internacionais. Iniciou no aquarismo ainda criança, mas começou a se dedicar de forma mais séria nos idos de 1986, apaixonando-se pelas Botias. Desde então, vem se dedicando ao estudo deste gênero de peixes, escrevendo diversos artigos sobre o assunto. Participante ativo do aquarismo fluminense, é presença marcante em eventos no Rio de Janeiro, na maioria das vezes abordando temas relacionados à química da água, além de ser consultor técnico do AQUORIO (Associação de Aquicultores Ornamentais do Estado do Rio de Janeiro).