Gyrinocheilus aymonieri Nome científico: Gyrinocheilus aymonieri
Nome popular (BR): Comedor de Algas Chinês
Nome popular (ING): Chinese algae-eater

 

Família: Gyrinocheilidae
Distribuição geográfica: Sudeste asiático
Comportamento: Costuma ser agressivo com outros indivíduos da mesma espécie, por isso deve-se mantê-lo sozinho ou em grupos de cinco ou mais indivíduos. Pode causar ferimentos em peixes de maior porte pois tenta se alimentar do muco produzido por seu corpo.
Tamanho adulto: 28 cm
pH: 6,5 a 7,5
Temperatura: 24 a 28oC
Dimorfismo sexual: Não há.
Alimentação: Ração, algas, legumes etc.
Aquário mínimo recomendado: 300 litros
Reprodução: Ovípara
Adequado para plantado? Não.
Biótopo:  
Informações adicionais:  

Saiba mais sobre a espécie:

O Comedor de Algas Chinês ou CAC, como também é conhecido, pode ser tanto um ótimo companheiro no controle das algas no aquário como um pesadelo na vida do aquarista, é uma típica "faca de dois gumes" que é preciso saber quando e como usá-la para não se dar mal.
Variedade comum do Comedor de Algas ChinêsIsso é explicado pelo fato de que quando jovem, o Gyrinocheilus aymonieri até se alimenta de algumas algas, utilizando a sua boca em forma de ventosa, o que facilita a captura de algas como as "green spot", mas ao mesmo tempo ele poderá perseguir algumas espécies de peixes, principalmente as que possuem uma área corporal que permita ao CAC percorrê-la em busca de alimento, que no caso, seria o muco que protege o corpo do animal. Isso faz do CAC uma péssima companhia para peixes como o Acará Bandeira, e principalmente o Acará Disco. Outro fator que não depõe muito a favor do nosso amigo é que o peixe se habitua facilmente a comer ração e com isso pára de procurar algas pelo aquário, o que vai ficando mais visível conforme vai ficando mais velho.

Há quem confunda o CAC com outro peixe que também recebe o título de comedor de algas, sendo muito procurado por aquaristas com problemas no controle de algas filamentosas, o CAS ou Comedor de Algas Siâmes, o que é um completo erro pois nem sequer são da mesma família. O próprio formato da boca, que no caso do CAS é mais parecida com a de seus "primos" Labeos, já revela que ambos não poderiam dividir o mesmo cardápio quando estamos falando de predação da micro-flora aquática.
O CAC pode ser encontrado em duas variedades, a comum e a amarela ou "gold", a segunda não se trata da variação albina da espécie mas simplesmente uma segunda variedade.

Variedade Gold do Comedor de Algas ChinêsO aquário para o Comedor de Algas Chinês deve possuir bastante rochas pois ele aprecia se "entocar" de vez em quando, não é aconselhável manter mais de um exemplar da espécie em aquários menores que 200 litros pois, normalmente, um desempenhará o papel de dominante, proporcionando momentos nada agradáveis ao companheiro. Evite peixes como Acarás Disco, Acarás Bandeira, Uarus, Kinguios entre outras espécies que podem ser constantemente importunadas pelo CAS como já descrito acima. O pH levemente alcalino é apreciado, porém manter um CAC em aquários de Ciclídeos Africanos, com pH muito elavado, para o controle de algas pode ser prejudicial ao animal que estará em um ambiente complemente adverso ao seu de origem.

Além disso, achar que peixes como Cascudos, CAC entre outros são úteis em aquários de Ciclídeos Africanos é um erro comum entre os aquaristas, já que não faz o menor sentido incluir um comedor de algas, que nada tem a ver com aquele biótopo, para auxiliar no controle de algas de um aquário com peixes que precisam de vegetais em sua dieta, como é o caso dos Ciclídeos Mbunas, entre os mais populares em aquários de apreciadores de Ciclídeos Africanos. Essa prática só serve para aumentar a competição pelo tipo de alimento e estressar o peixe estranho à um biótopo de pH tão elevado.
A alimentação do CAC deve ser baseada em alimentos de origem vegetal, rações à base de spirulina, principalmente em forma de pastilhas serão bastante apreciadas, mas o peixe não descartará alimentos de origem animal quando oferecidos. A reprodução em cativeiro, principalmente por "hobistas" não é muito comum.

Escrito por: Marne Campos