Gymnocorymbus ternetzi Nome científico: Gymnocorymbus ternetzi
Nome popular (BR): Tetra Preto
Nome popular (ING): Black tetra

 

Família: Characidae
Distribuição geográfica: América do Sul
Comportamento: Pacífico, deve ser mantido em grupos de no mínimo cinco indivíduos.
Tamanho adulto: 6 cm
pH: 6,5 a 7,2
Temperatura: 22 a 28oC
Dimorfismo sexual: Não há.
Alimentação: Ração, artêmia salina, branchonetas, tubifex etc.
Aquário mínimo recomendado: 70 litros
Reprodução: Ovípara
Adequado para plantado? Sim.
Biótopo:  
Informações adicionais:  

Saiba mais sobre a espécie:

O Tetra Preto é um peixe bastante conhecido pelos aquaristas brasileiros: bem pequeno, de corpo alto, estreito e comprido. O dorso é escuro e a região do abdômen, branca, com uma listra prateada.

Algumas bandas verticais cortam o "nariz" e os olhos; outras, mais largas, podem ser observadas atrás das guelras e sob a nadadeira dorsal. A metade posterior do corpo é preta, bem como as nadadeiras dorsal e anal (as demais são transparentes).

A nadadeira anal é bastante alta, motivo pelo qual o Gymnocorymbus ternetzi é conhecido também pelo nome de Viuvinha e Freirinha, que recebe em algumas regiões do país, já que eles parecem estar permanentemente "vestidos" com um longo manto negro. Essas listras são mais nítidas nos animais jovens (até por volta de três centímetros), perdendo um pouco do brilho nos espécimes adultos.

Em cativeiro, o Gymnocorymbus ternetzi quase sempre estabelece e mantém uma "colônia", um cardume com alguma espécie de hierarquia; peixes introduzidos posteriormente sempre nadam atrás e abaixo dos demais. Num aquário grande (mais de 100 litros), é comum a formação de vários grupos, que demarcam um território específico para nadar, mas não chegam a brigar. É importante não deixar o Gymnocorymbus ternetzi sozinho no aquário, porque ele é fundamentalmente um peixe de cardume.

Pode ocorrer do indivíduo perder o próprio senso de orientação e deixar de se alimentar quando não habitar o aquário em cardume, ou, mais raramente, passar a atacar peixes de outras espécies, às vezes em "missões suicidas". 

O aquário deve ser preferencialmente plantado e se possível decorado com pedras e troncos. Apesar das suas pequenas dimensões, este peixe não se dá bem em aquários de tamanho muito reduzido, especialmente os do tipo "bola".

O Tetra Preto sempre nada tranqüilamente, com movimentos elegantes. No entanto, ao avistar alimento (vivo ou em flocos), dispara em linha reta, chegando a saltar fora d'água. Por isso, é preciso que o aquário fique permanentemente coberto. São peixes onívoros e, caso a quantidade de alimento não seja suficiente, eles podem passar a devorar as plantas decorativas e as nadadeiras de outros peixes. Ao menos uma vez por semana, sua dieta deve ser complementada com alimento vivo, como artêmias e dáfnias.

Estes caracídeos são muito resistentes e não apresentam exigências específicas quanto às condições da água. Desde que as alterações não sejam muito bruscas, pH ácido e temperaturas tropicais entre 22ºC e 26ºC são suficientes para mantê-los em boas condições. Em aquários mal oxigenados, com crescimento excessivo de algas ou acúmulo de detritos orgânicos os Tetras Pretos, geralmente, são os últimos a morrer.

Determinar a sexo dos espécimes não é uma tarefa fácil, mas, observando-se um cardume, as fêmeas são maiores. Além disso, algumas pintas brancas podem adornar a nadadeira caudal dos machos.

Para a reprodução, separe um casal em aquário maternidade com algumas plantas e parâmetros idênticos ao do aquário principal. O macho corteja a fêmea com suas nadadeiras abertas e logo a desova ocorre, geralmente no meio das plantas. Os ovos eclodem aproximadamente em 24 horas e os alevinos consomem o saco vitelino por um período de três a cinco dias. Após esse período deve ser oferecido infusórios, náuplios de artêmias, etc.

Escrito por Luis Felipe.

Colaboração Magáli Otaki.