Aequidens rivulatus Nome científico: Aequidens rivulatus
Nome popular (BR):  
Nome popular (ING): Green terror

 

Família: Cichlidae
Distribuição geográfica: América do Sul
Comportamento: Territorial, pode se tornar agressivo com peixes territoriais de mesmo porte.
Tamanho adulto: 20 cm
pH: 6,5 a 7,8
Temperatura: 21 a 26oC
Dimorfismo sexual: Alguns machos, após atingir a maturidade sexual, desenvolvem uma protuberência na cabeça.
Alimentação: Ração, artêmia salina, branchonetas, tubifex, minhocas, pequenos peixes etc.
Aquário mínimo recomendado: 200 litros
Reprodução: Ovípara.
Adequado para plantado? Não.
Biótopo:  
Informações adicionais:  

Saiba mais sobre a espécie:

O Green Terror (Aequidens rivulatus) é um ciclídeo americano originário do Equador e Peru, que pode chegar a um tamanho médio de 20cm para machos e 15cm para fêmeas, com alguns exemplares ultrapassando estes valores. Os principais rios de ocorrência dessa espécie são o Rio Esmeraldas, Rio Guyas, Rio Verde, Rio Vinces e Rio Daule (Equador), Rio Jetepeque e Rio Tumbes (Peru).

Há duas variedades comerciais de Green Terror, que os aquaristas dos EUA e Europa definem como “Gold Saum” e “Silver/White Saum”. A variedade Gold Saum é aquela mais conhecida por nós, onde o peixe possui a extremidade da cauda e barbatana dorsal com uma coloração vermelha/alaranjada. Já a variedade Silver/White Saum possui coloração branca nessas regiões do corpo.

Como seu nome indica, os Green Terrors são peixes agressivos, embora alguns exemplares se mostrem bastante tranquilos. Essa agressividade é aumenta significativamente no momento da reprodução. Por ser uma espécie de médio a grande porte e apresentar forte tendência à agressividade, o aquário para manter o Green Terror deve ter pelo menos 200 litros e um bom sistema de filtragem. A água deve possuir temperatura próxima dos 25° C e com pH estável que pode estar entre 6,5 e 7,5.

Esta espécie tem o hábito de realizar escavações no substrato. Devido a isso, o aquário não pode possuir camada fértil. Deve-se optar por areia ou cascalho fino, com troncos e rochas formando tocas, e que também servirão para delimitar territórios. Manter plantas vivas em um aquário de Green Terror é uma tarefa complicada, mas pode-se optar por espécies mais resistentes como as dos gêneros Anubias, Microsorum e Vallisneria, além de plantas de superfície.

Quando jovens podem ser mantidos em aquários comunitários, mas à medida que crescem é indicado deixá-los em um aquário exclusivo. Se você possui um aquário maior que 200 litros e deseja manter outros peixes com seu Green Terror, é possível, mas é preciso ter cuidado na escolha dos companheiros. Boas opções são outros ciclídeos americanos de porte e agressividade semelhantes, como o Acará Severo (Heros severus), Acará Festivo (Mesonauta festivus), Guatemala (Amatitlania nigrofasciata), Jack Dempsey (Rocio octofasciata), Oscar (Astronotus ocellatus) entre outros. Também pode-se optar por peixes de outras famílias, de médio porte, ou que sejam rápidos o suficiente para evitar as possíveis investidas do Green Terror, como Pacús Prateados, Bótias, Cascudos, Polypteros entre outros. Tenha em mente que mesmo com espaço suficiente o peixe pode ter problemas com outros indivíduos, gerando brigas e perseguições, então você deve estar apto a realizar alguma intervenção para evitar mortes. Alguns criadores de ciclídeos acreditam que modificar a posição de troncos e rochas acaba com essa agressividade. Algumas vezes isso pode funcionar, mas na maioria das vezes, assim que o peixe se acostuma com a nova configuração, vai continuar infernizando a vida do outro. O ideal nesse caso é retirar o peixe agredido do aquário.

O dimorfismo sexual do Green Terror é relativamente fácil de ser identificado, desde que os peixes sejam adultos. Os machos são maiores que as fêmeas e possuem coloração mais clara, enquanto as fêmeas possuem coloração escura. Alguns machos desenvolvem uma protuberância na cabeça, mas essa estrutura também já foi observada em fêmeas dominantes, embora não tão proeminente como nos machos. Machos tendem a ser mais agressivos que fêmeas, mas existem casos onde as fêmeas desenvolvem agressividade equivalente.

A reprodução desta espécie ocorre facilmente em aquários. A fêmea deposita os ovos em rochas ou troncos e o macho os fertiliza. Após três dias os filhotes nascem (até 400 exemplares) e são protegidos pelos pais, que se tornam extremamente agressivos com os demais peixes do aquário (se houverem) e podem matar qualquer um que seja considerado uma ameaça, até mesmo peixes maiores que eles.

Com relação à alimentação, os Green Terrors aceitarão diversos tipos de alimento. Pode-se optar por ração industrializada (flocos quando jovens e pellets para adultos), camarão, bloodworm (larvas de Chironomidae), pequenos peixes e larvas de insetos. Para evitar problemas com falta de algum nutriente, é recomendado utilizar como base da dieta alguma ração industrializada de boa procedência e que seja específica para ciclídeos carnívoros de médio/grande porte, e oferecer outros tipos de alimentos eventualmente. Se optar por alimento vivo, tenha cuidado com a procedência deste, para evitar inserir algum organismo patogênico no aquário.

Para discussão.

Atualmente existem discussões sobre o verdadeiro status do Green Terror. Alguns pesquisadores afirmam que o gênero da espécie deveria se chamar Andinoacara (Musilova et al. 2009a), e que o "verdadeiro" Green Terror pertenceria à espécie Andinoacara stalsbergi (Musilova et al. 2009b), cujas escamas possuem centro de coloração esverdeada e bordas negras, enquanto que a espécie conhecida como Aequidens rivulatus possui escamas com uma mancha negra no centro e bordas esverdeadas. Além disso, o "falso" Green Terror (a espécie popular no aquarismo) seria pertencente à espécie Andinoacara aequinoctalis e não Aequidens rivulatus. Pessoalmente, acredito que mais estudos precisam ser realizados para confirmação destas informações e que essa variação de cor pode representar apenas uma variação fenotípica populacional. Além do mais existem críticas sobre essas publicações, alegando que ainda há a necessidade de mais estudos para definir estas espécies (Schindler e Morgenstern, 2010).

Escrito por Ivan Sonoda.