Melanochromis auratus Nome científico: Melanochromis auratus
Nome popular (BR): Auratus
Nome popular (ING): Golden mbuna

 

Família: Cichlidae
Distribuição geográfica: África (Lago Malawi)
Comportamento: Territorial e extremamente agressivo.
Tamanho adulto: 11 cm
pH: 7,0 a 8,5
Temperatura: 23 a 27oC
Dimorfismo sexual: Após atingir a maturidade sexual, o macho passa a exibir uma coloração azulada.
Alimentação: Ração, artêmia salina, branchonetas, tubifex, minhocas, pequenos peixes, algas etc.
Aquário mínimo recomendado: 200 litros
Reprodução: Ovípara.
Adequado para plantado? Não.
Biótopo: Lago Malawi.
Informações adicionais:  

Saiba mais sobre a espécie:

“Um harém, mordomia e muita briga! Pra que mais?”. Um dos mais belos espécimes de ciclídeos africanos, os famosos CAs, é o Auratus. Dono de um temperamento nada amigável e cara de poucos amigos parecem ser uma constante com esse ciclídeo tão amado pelos aquaristas de todo o mundo.

Apesar de ser um peixe que não ultrapassa grandes proporções, cerca de 10 cm, o Auratus necessita de grandes espaços para que possa nadar com toda desenvoltura de um verdadeiro ciclídeo africano. Portanto um aquário de capacidade mínima para 200 litros já é suficiente para manter um macho e seu pequeno harém (quatro fêmeas já o deixarão mais tranquilo), visto que a agressividade do macho não poupa nem mesmo as fêmeas que por sua vez são mais calmas e pacíficas que ele.

Dois machos no mesmo tanque não é aconselhável, pois brigariam até a morte de um deles. Já houve casos em que dois machos foram colocados bem jovens no cativeiro e um deles desenvolveu a coloração típica das fêmeas, sendo, portanto, menos molestado. Dessa forma deve-se evitar esse tipo de situação, até para a saúde de seus peixes. Como os machos costumam dominar todo o ambiente, aquários comunitários também não são recomendados, sendo bom manter um aquário só para a espécie.

O aquário deverá ter um substrato macio, pois os Auratus são exímios cavadores e realizam essa tarefa quase que constantemente, então areia lavada é uma ótima opção para o substrato do aquário. Plantas, estas deverão ser bem resistentes à difícil índole do peixe. Alguns aquaristas costumam colocar as plantas em vasinhos (aqueles de violeta ou feitos de barro), para dificultar o trabalho do auratus de arrancá-las.

O pH deverá oscilar por volta de 8,0 e a temperatura por volta de 26° C. Dê atenção para a filtragem mecânica para compensar a bagunça feita pelo peixe, além disso manterá a água sempre cristalina. Eles apreciam vegetais então ofereça-lhes alface, espinafre e cenoura cozidos, além de rações em flocos e pelo menos uma vez por mês pequenas porções de artêmias, esta última como fonte fósforo e vitaminas B e E, essenciais na reprodução.

Falando em reprodução, saiba que o Auratus se reproduz até com certa facilidade em aquários e como é de costume, ele pode copular com várias fêmeas ao mesmo tempo. Diferenciá-los é bem fácil quando adultos: o macho é maior, mais escuro e suas listras negras são de uma espessura maior que na fêmea. Já a fêmea é um pouco menor e de coloração amarelo ouro com algumas listras negras cortando seu corpo na horizontal.

Na época da reprodução o macho fica mais agressivo e com as cores bem acentuadas. Ele passará então a perseguir as fêmeas para tentar uma cópula. Monte tocas no aquário para que as fêmeas possam se refugiar de seu fogoso companheiro. Se a fêmea o aceitar eles passarão a nadar perto do substrato onde acontecerá a desova. A fêmea irá liberar os ovos na água que serão logo fertilizados pelo macho.

A incubação é bucal, isto é, a fêmea irá recolher os ovos na boca por mais ou menos uma semana até que nasçam os filhotes (a fêmea nesse período deixa de se alimentar). A fêmea ainda abrigará os filhotes na boca por mais dez ou quinze dias após o nascimento. Ela faz isso quando existe alguma situação de perigo ou ainda para manter os filhotes todos juntos. O macho não costuma agredir a prole, mas se acontecer é conveniente separar o pai.

Escrito por Darby Pereira Dantas de Lima.