Apistogramma cacatuoides Nome científico: Apistogramma cacatuoides
Nome popular (BR): Apistograma Cacatuoides
Nome popular (ING): Cockatoo cichlid

 

Família: Cichlidae
Distribuição geográfica: América do Sul
Comportamento: Peixe territorial com membros do mesmo gênero. Vive bem em em casal.
Tamanho adulto: 6 cm
pH: 6,2 a 7,2
Temperatura: 24 a 27oC
Dimorfismo sexual: O macho é maior, possui um colorido mais intenso e os primeiros raios da nadadeira dorsal mais desenvolvido.
Alimentação: Ração, patê, artêmia salina, branchonetas, tubifex, minhocas etc.
Aquário mínimo recomendado: 40 litros
Reprodução: Ovípara, ocorre com certa facilidade em cativeiro.
Adequado para plantado? Sim.
Biótopo:  
Informações adicionais:  

Saiba mais sobre a espécie:

Sendo um dos principais responsáveis pela febre dos apistogramas nos aquários brasileiros, esse peixe vem conquistando cada vez mais admiradores. Ótimo peixe para aquários plantados, o Apistograma Cacatuóides é integrante obrigatório em aquários de quem aprecia ciclídeos anões, devido ao seu comportamento pacífico e a facilidade com que se adapta ao novo lar. Prefere um aquário com densa vegetação e muitas tocas, mas nem por isso chega a ser considerado tímido, sendo que é facilmente visto exibindo suas belas cores.

Existem algumas variações de cores entre os cacatuóides. Nas lojas são encontrados o Orange Flash que possui as nadadeiras num tom alaranjado, Red Flash parecido com o anterior só que com as nadadeiras quase vermelhas, Double Red com as nadadeiras dorsal e caudal em tons alaranjados quase vermelho, com manchas negras e o Triple Red que possui as nadadeiras dorsal, caudal e anal nesse último padrão. Além destes, também é possível encontrar o Double Red e o Triple Red na variedade Gold, com o corpo branco.

Originário da Bacia Amazônica, ele será mais facilmente encontrado em regiões de água escura e não muito movimentada. O aquário deve ter pH ácido, entre 6,0 e 6,8 e água mole. Diferenciar o macho e a fêmea não é problema, pois costumam ser bem diferentes. O macho, além de maior, possui as nadadeiras bem mais coloridas que a fêmea que as tem quase transparentes e possui o corpo amarelado, dependendo da variedade. A reprodução é fácil e costuma acontecer sem problemas no próprio aquário comunitário, apesar de não ser o local ideal.

Quando estiver próximo do acasalamento, a fêmea irá ficar bem amarelada e sempre que macho e fêmea se encontrarem haverá um ritual de cortejamento onde o macho ficará se exibindo para ela, abrindo ao máximo suas nadadeiras.

O casal irá escolher uma superfície em local escondido para desovar, normalmente algo semelhante a uma caverna. Após a desova, a fêmea não sairá de perto dos filhotes enquanto o macho vigia mais de longe, sempre espantando os peixes que se aproximarem dos ovos. É nessa época que eles ficam agressivos com outros peixes, atacando tudo o que se aproximar. Devido a isso entre outros motivos, é recomendado separar o casal num aquário sem substrato, somente com algo que forme uma toca, uma bomba aeradora e um sistema de aquecimento.

Estudos revelaram que a temperatura tem grande influência sobre o sexo dos filhotes entre o terceiro e trigésimo terceiro dias de vida, sendo que quando mantidos a uma temperatura em torno de 23ºC, todos se tornaram fêmeas e quando mantidos a 33ºC todos tornaram-se machos.

A alimentação dos filhotes deve começar assim que consumirem o saco vitelino e passarem a nadar na horizontal. Forneça infusórios nos três primeiros dias, depois eles começarão a aceitar microvermes e náuplios de artêmia. Os adultos aceitam qualquer tipo de alimentação.

Escrito por Marne Campos.