Monocirrhus polyacanthus Nome científico: Monocirrhus polyacanthus
Nome popular (BR): Peixe Folha
Nome popular (ING): Amazon Leaffish

 

Família: Polycentridae
Distribuição geográfica: América do Sul
Comportamento: Pacífico, alimenta-se de peixes menores.
Tamanho adulto: 8 cm
pH: 5,0 a 6,5
Temperatura: 23 a 27oC
Dimorfismo sexual: Não há.
Alimentação: Artêmia salina, branchonetas, tubifex, pequenos peixes.
Reprodução: Ovípara
Aquário mínimo recomendado: 80 litros
Adequado para plantado? Não.
Biótopo:  
Informações adicionais: Raramente aceitam ração industrializada.

Saiba mais sobre a espécie:

O Peixe-folha (Monocirrhus polyacanthus) é um dos peixes mais exóticos do aquarismo. Seu formato em forma de folha e suas peculiaridades na manutenção o tornam um animal de rara beleza, mas de difícil cuidado. Exige uma atenção especial por parte do aquarista, especialmente com relação à dieta, conforme será tratado mais a frente, neste texto. Estima-se que sua expectativa de vida esteja em torno de nove anos. Atingem tamanho médio de 8 cm, embora alguns exemplares possam chegar a 10cm. Sul-americano, encontrado no Brasil, Peru, Venezuela, Colômbia e Bolívia.

Peixe Folha (Monocirrhus polyacanthus)É um bom caçador, mas não é agressivo ou territorial. Quando caça, finge-se de folha morta e fica de cabeça para baixo, imitando os movimentos de uma folha morta enquanto segue em direção à sua presa, até que seja possível capturá-la. Uma característica interessante do Peixe Folha é a capacidade de alterar sensivelmente as suas cores para se camuflar nas folhagens.

O aquário deve ter, pelo menos, 80 litros e com pouca movimentação de água, o pH deve preferencialmente ácido com uma dureza entre 1 e 10 DH. O formato do aquário, de preferência, mais largo e comprido do que alto. Folhas ao fundo, galhos e troncos são boas opções para deixar a espécie confortável no ambiente. Plantas flutuantes, ou grandes como as do gênero Echinodorus, que forneçam alguma proteção e esconderijo para a espécie também são bem vindas, nesse caso, dê preferência para aquelas que vão bem com uma iluminação mais fraca, característica do habitat do peixe-folha. Pelo seu instinto caçador, espécies menores provavelmente serão atacadas, então escolha companheiros com pelo menos mais de 5cm e que apreciem os mesmos parâmetros. Em se tratando do Peixe Folha, aquele belo Neon pode se tornar um belo aperitivo, já que é uma das suas caças prediletas na natureza. Manter um aquário específico para os Peixes Folha pode ser uma boa opção.

A alimentação é o maior fator de complicação na manutenção da espécie em cativeiro, tenha muito alimento disponível. Dificilmente se habituam à alimentos industrializados, muitas vezes aceitando somente alimentos vivos, dessa forma, aos jovens ofereça minhocas, microvermes, larvas do besouro do amendoim, artêmia salina, entre outros. Os adultos, contudo, precisarão se alimentar de peixes pequenos. A literatura indica que, na maioria dos casos, poecilideos são utilizados para a alimentação dessa espécie. Lembra que foi dito "tenha muito alimento disponível"? São vorazes. Chegam a comer o equivalente ao seu peso diariamente.

O dimorfismo sexual é difícil de definir. Na época da reprodução, contudo, as fêmeas ficam mais gordinhas devido aos ovos. Além disso, nessa época é possível observar o ovopositor nas fêmeas. A reprodução não é simples de ser obtida em cativeiro, assim como simplesmente manter o peixe não é para qualquer um. Tenha um aquário para a espécie, com muitas plantas de folhar largas e/ou pedras lisas, onde os ovos podem ser depositados. Um pH inferior a 6 e temperatura alta, em torno de 27°C são condições que favorecem a desova. A fêmea deposita os ovos em alguma superfície lisa, como as folhas de uma Echinodorus ou uma pedra e o macho os fertiliza em seguida. Ele mesmo cuida da prole. Após nascerem, o que acontece cerca de 3 e 4 dias após a fecundação, os pequenos nutrem-se durante quatro dias do saco vitelino. Nesse momento, alimente-os com náuplios de artêmia. Conforme vão crescendo, seu voraz apetite vai se evidenciando. Alevinos de outras espécies de peixe podem ser oferecidos aos pequenos. Eles não comem alimento no fundo do aquário. O alimento deve poder nadar para ser visto pelos filhotes. Outro ponto a ser considerado é que pode ser observado canibalismo entre os bebês. Os maiores realmente irão comer os menores. Assim que possível, separe a ninhada por tamanho, para evitar que isso ocorra.

Escrito por: Keller Duarte Steglich