Colomesus asellus Nome científico: Colomesus asellus
Nome popular (BR): Baiacu da Amazônia
Nome popular (ING): Amazon Puffer

 

Família: Tetraodontidae
Distribuição geográfica: América do Sul
Comportamento: Agressivo. Costuma atacar peixes de nadadeiras longas.
Tamanho adulto: 13 cm
pH: 5,5 a 7,0
Temperatura: 23 a 28oC
Dimorfismo sexual: Não há.
Alimentação: Ração, pequenos peixes e invertebrados
Reprodução: Ovípara
Aquário mínimo recomendado: 200 litros
Adequado para plantado? Não.
Biótopo:  
Informações adicionais:  

Saiba mais sobre a espécie:

O Colomesus asellus é um peixe da família Tetraodontidae. Um Baiacu de água doce encontrado na bacia do Amazonas e do Tocantis. Muito parecido com os Baiacus marinhos. São peixes que conseguem inflar por engolir uma quantidade significativa de ar ou água, que vai para seu estômago, chegando a aumentar três vezes o seu tamanho natural e funcionando como uma forma de desencorajar potenciais predadores ou tornar-se difícil de engolir. É o único baiacu sul-americano realmente de água doce, nesse continente temos ainda o Colomesus psittacus, que atinge o dobro do tamanho, cerca de 30 cm contra 13 cm do C. asellus, porém ele é encontrado com mais frequência em regiões de estuário, visto que pode nadar tanto em água doce como salgada.

Bastante sensível às condições da água, o aquarista deve ser rigoroso com a manutenção e monitoramento do aquário, buscando manter a temperatura entre 23 e 28°C, pH entre 5,5 e 7,0 e dureza entre 05 e 15DH. São ativos e inteligentes, nadam por todo o aquário e podem ser mantidos em aquários comunitários, apesar de poderem devorar peixes pequenos ou perseguir os de nadadeiras longas. Recomenda-se um aquário comprido, com cerca de 120 litros para um pequeno grupo de Baiacús. Raízes de árvores, pedras, plantas são bem vindos. Como são curiosos, irão apreciar um ambiente rico visualmente para passarem o dia explorando. Tome cuidado pois, como dito, podem morder peixes de nanadeiras longas, como Acarás Bandeira ou Kinguios, peixes lentos também costumam ser alvos desse Baiacu. Barbos, espécies maiores de Rásboras, caracídeos de tamanho médio e ciclídeos pacíficos são companheiros mais adequados para o C. asellus.

O animal possui dois dentes na parte superior da boca e dois na inferior, em ambos os casos, os dentes são fundidos na base, sua alimentação deve ser rica em moluscos com carapaça e crustáceos. Seus dentes crescem de maneira rápida, por esse motivo, mexilhões com casca, caracóis, patas de caranguejo são importantes para desgastá-los. O atrito dos dentes com o casca desgasta o dente do baiacu, ajudando a mantê-lo no tamanho adequado e saudável para o peixe. Minhocas e outros animais moles também podem ser incluídos na dieta.

Seu dimorfismo sexual não é conhecido, até pouco tempo ainda não havia acontecido dentro do hobby. No entanto, na natureza as fêmeas colocam inúmeros ovos aderentes durante a época da cheia. Estes ovos se fixam em plantas e pedras. As larvas são levadas pela correnteza após o nascimento dos filhotes. Um fato curioso é que podem piscar ou mesmo fechar seus olhos, algo que outros peixes não conseguem. O seu fígado é tóxico e talvez por isso não seja muito utilizado na culinária.

Escrito por: Keller Duarte Steglich