Aphyosemion australe Nome científico: Aphyosemion australe
Nome popular (BR): Cauda de Lira
Nome popular (ING): Lyretail panchax

 

Família: Nothobranchiidae
Distribuição geográfica: Oeste africano
Sociabilidade:  
Comportamento: Pacífico, pode ser mantido em casal ou trio.
Tamanho adulto: 6 cm
pH: 6,0 a 7,0
Temperatura: 21 a 25oC
Dimorfismo sexual: Os machos possuem as nadadeiras mais desenvolvidas e coloridas.
Alimentação: Ração, artêmia salina, branchonetas, tubifex etc.
Reprodução: Ovípara
Aquário mínimo recomendado: 30 litros
Adequado para plantado? Sim.
Biótopo:  
Informações adicionais:  

Saiba mais sobre a espécie:

O mais popular dos killies, sendo até considerado como um dos responsáveis pela popularização da killifilia nos últimos trinta anos, o Aphyosemion australe é uma verdadeira porta de entrada para quem está querendo iniciar nesse ramo do aquarismo, a criação de killifishes.

Habita pequenos rios dentro de florestas tropicais e no litoral africano, onde a água é escura, possui temperatura em torno de 23°C, é ácida e com dureza baixa, então um aquário para estes peixes deve ser o mais fiel possível a seus locais de origem. Pode ser mantido em aquários comunitários, mas se o objetivo é a reprodução, um aquário de 15 litros com um casal ou um trio (um macho e duas fêmeas) é o ideal.

A alimentação deve ser a mais variada possível. Aceitam rações industrializadas mas alimentos vivos não devem faltar em sua dieta. Artêmia salina, dáfnias, tubifex entre outros serão muito bem aceitos.

Existem diversas variedades do peixe, sendo que hoje são conhecidas onze populações diferentes, consideradas por alguns autores como subespécies.

A reprodução é bem fácil de ser conseguida. Num aquário de 15 litros coloque um macho e duas fêmeas, junto com uma bruxinha (um pedaço de isopor com lã acrílica presa a ele), que será o local de postura dos ovos, simulando as raízes de uma planta de superfície. Outras opções seriam a turfa fibrosa ou o Musgo de Java (Vesicularia dubyana), mas a turfa não é muito acessível no Brasil e o Musgo dificulta o ato de retirar os ovos.

Feito isso, é esperar o trio se adaptar ao aquário e logo o macho levará a fêmea para perto da bruxinha e lá a induzirá a desova. Os ovos ficam fixados na lã, possuem 1,5 mm e são cristalinos, a eclosão ocorre após vinte dias e o dimorfismo sexual dos filhotes só é perceptível após cinco meses.

A alimentação dos filhotes deve ser composta de náuplios de artêmia e infusórios, até que comecem a aceitar a alimentação comum aos adultos.

Texto original de Dalton Nielsen.

Adaptação: Marne Campos.