Epalzeorhynchos bicolor Nome científico: Epalzeorhynchos bicolor
Nome popular (BR): Labeo bicolor, Tubarão de Cauda Vermelha
Nome popular (ING): Redtail sharkminnow

 

Família: Cyprinidae
Distribuição geográfica: Sudeste asiático
Comportamento: Peixe pacifico com outras espécie, embora extremamente terrítorial com outros Labeos. Gosta de nadar no fundo.
Tamanho adulto: 15 cm
pH: 6,5 a 7,5
Temperatura: 22 a 26oC
Dimorfismo sexual: Não há.
Alimentação: Ração, artêmia salina, tubifex, minhocas etc.
Aquário mínimo recomendado: 200 litros
Reprodução: Ovípara
Adequado para plantado? Sim.
Biótopo:  
Informações adicionais:  

 

Saiba mais sobre a espécie:

Não há adjetivos para retratar a beleza desse peixe, sem dúvida um dos mais belos peixes de água doce que podemos ter em nossos aquários. Hoje em dia é muito raro encontrar um Labeo Bicolor na natureza, muitos documentos dizem que só é possível encontrá-los em aquários, o que é uma pena. Com certeza esse dano tem que ser reparado pelo homem, pois o peixe no aquário nunca poderá substituir o exemplar selvagem.

Normalmente o Labeo bicolor é encontrado nas lojas com uma cor desbotada e bem magro, o que pode espantar os aquaristas, mas isso é devido aos maus tratos que recebem até chegarem nas lojas. Num aquário, o Tubarão de Cauda Vermelha - outro nome pelo qual é conhecido - se bem tratado, adquire uma coloração negra maravilhosa que contrasta com o vermelho sangue de sua cauda, fazendo uma combinação de encher os olhos de qualquer um.

De personalidade forte, esse peixe costuma ser bem territorial, reservando uma área do aquário para ele e espantando qualquer um que chegue perto. Apesar disso costuma nadar por todo o aquário sempre procurando por algas, aliás, o labeo é um excelente comedor de algas, apesar de poucos comentarem.

Colocar mais de um exemplar no aquário exige um amplo espaço, muitas tocas e vegetação densa para amenizar as brigas, e não é só com exemplares da mesma espécie que ele "encana", outras espécies de Labeos também não são muito bem aceitas. Não costuma se importar com os demais peixes, contato que haja espaço suficiente para todos. Por esse e outros motivos, o aquário para o Labeo deve ter no mínimo 200 litros e com muitas plantas, pedras e troncos.

Se bem tratado, pode viver até doze anos no aquário, mas deve-se prestar atenção a alguns detalhes como sua fragilidade ao sulfato de cobre, que faz parte de muitos medicamentos para peixes, e mesmo em doses mínimas pode ser fatal ao Labeo.

A reprodução em cativeiro é bem difícil, mas pode-se tentar separando uns cinco exemplares num aquário com mais de 300 litros, temperatura em 28ºC, com bastante vegetação e alguns vasos ou tijolos para servirem de toca. Se o aquarista der sorte, um casal se formará e haverá a postura dos ovos. Os adultos devem ser retirados depois da eclosão dos ovos, que acontece um ou dois dias depois da postura. Nos primeiros dias os filhotes possuem uma coloração acinzentada e as nadadeiras transparentes. A alimentação dos filhotes deve ser feita com artêmia recém eclodida, infusórios, ração apropriada e gema de ovo.

Os adultos costumam aceitar todo tipo de alimento pois são peixes onívoros, podendo fornecer-lhes ração, artêmia, dáfnias, tubifex, pastilhas de algas, etc.

Escrito por Marne Campos.