Misgurnus anguillicaudatus Nome científico: Misgurnus anguillicaudatus
Nome popular (BR): Dojo
Nome popular (ING): Oriental weatherfish

 

Família: Cobitidae
Distribuição geográfica: Ásia
Comportamento: Pacifico.
Tamanho adulto: 28 cm
pH: 6,5 a 7,2
Temperatura: 5 a 25oC
Dimorfismo sexual: Não há.
Alimentação: Ração, patê, artêmia salina, branchonetas, tubifex, minhocas etc.
Aquário mínimo recomendado: 150 litros
Reprodução: Ovípara
Adequado para plantado? Não.
Biótopo:  
Informações adicionais: Grande saltador, consegue escapar pelo menor espaço.

Saiba mais sobre a espécie:

Considerado um peixe "diferente", o Dojo muitas vezes chega a ser confundido com uma cobra, principalmente pelos que nunca viram um peixe com suas características.

Indicado para iniciantes, só deve-se tomar cuidado com seu hábito "fujão", por esse motivo o aquário deve ser totalmente fechado. Engana-se aquele que pensar que o Dojo só vai escapar se houver um espaço aberto com dimensões consideráveis, pois ele é capaz de passar por espaços inacreditáveis e pode proporcionar ao seu criador uma surpresa um tanto quanto desagradável ao ser encontrado morto fora do aquário.

De hábitos noturnos, o Dojo pode passar o dia em alguma toca ou até mesmo enterrado no substrato, algumas vezes somente com a cabeça para fora, outras nem isso, então o aquarista não deve se desesperar ao não encontrar seu peixe, há uma grande chance dele estar em alguma destas situações.

Devido ao seu hábito escavador, não é um peixe indicado para aquários que possuam substratos mais bem formulados, o que o desqualifica para aquários plantados pois ele provocaria uma intensa turvação da água ao revolver um substrato rico em matéria orgânica como o utilizado nesse tipo de aquário.

Pode habitar um aquário comunitário, desde que com peixes pacíficos. Um aquário para um Dojo deve possuir um substrato sem arestas cortantes, como seixos rolados, para que ele não se machuque ao se enterrar e uma vegetação abundante será apreciada pelo peixe, que se sentirá bem mais seguro sob a sombra proporcionada pelas folhas das plantas.

Da mesma forma que outros peixes de fundo, é muito útil ao aquarista pois se alimenta, entre outras coisas, da ração que cai no fundo e que poderia apodrecer entre o substrato, gerando inúmeros problemas. Pode ser mantido tanto em grupo como sendo o único indivíduo da espécie. A reprodução em cativeiro não é muito divulgada.   

A alimentação deve ser variada. Engana-se quem pensa que o Dojo só se alimenta de sobras e fezes de outros peixes, peixes não comem fezes. Forneça ração em flocos e em pastilhas para peixes de fundo, minhocas pequenas, artêmia salina etc.

Escrito por Marne Campos.