Hyphessobrycon pulchripinnis Nome científico: Hyphessobrycon pulchripinnis
Nome popular (BR): Tetra Limão
Nome popular (ING): Lemon tetra

 

Família: Characidae
Distribuição geográfica: América do Sul
Comportamento: Pacífico, deve ser mantido em grupos de, no mínimo, cinco exemplares.
Tamanho adulto: 4 cm
pH: 6,0 a 8,0
Temperatura: 23 a 28oC
Dimorfismo sexual: Não há.
Alimentação: Ração, artêmia salina, branchonetas, tubifex etc.
Aquário mínimo recomendado: 50 litros
Reprodução: Ovípara
Adequado para plantado? Sim.
Biótopo:  
Informações adicionais:  

Saiba mais sobre a espécie:

Um ótimo habitante para aquários plantados, o Tetra Limão é um ótimo companheiro de pequenos caracídeos como ele, se destacando pelo amarelo vivo que adquire quando se sente bem no ambiente em que habita.

Muitas vezes o Tetra Limão é confundido com outro peixe, também um caracídeo de pequeno porte que é chamado pelo mesmo nome popular, o que causa grande confusão. Estamos falando do Hyphessobrycon cf. bifasciatus, mas não se engane, são peixes muito diferentes. Enquanto o verdadeiro Tetra Limão possui o corpo prateado, levemente dourado com uma mancha amarela e uma borda preta em toda a volta de sua nadadeira anal, o segundo peixe possui uma cor mais uniforme levemente amarelada, tanto no corpo como nas nadadeiras, com duas faixas verticais pretas ao longo do corpo.

Um aquário plantado com vegetação densa será apreciado pelo Tetra Limão, tanto plantas de folhas finas como de folhas largas podem ser usadas, sendo que seu amarelo intenso fará um ótimo contraste com plantas de folhas bem verdes. Por ser um peixe de cardume, deve ser mantido em grupos de no mínimo cinco exemplares, sendo que quanto maior o grupo, melhor. Disputas entre os machos são normais e acontecem boa parte do tempo, mas felizmente não costumam ser fatais nem causar grandes ferimentos.

A reprodução em cativeiro pode ser conseguida com certa facilidade. Os machos possuem a nadadeira anal com uma ponta levemente curva, as fêmeas possuem o ventre mais roliço, principalmente na época da desova. Coloque alguns exemplares num aquário de aproximadamente 40 litros com densa vegetação em metade de sua área e aguarde a formação dos casais. Os machos logo devem escolher as fêmeas e começar a cortejá-las, o que será semelhante a uma disputa, então ele a conduzirá para o meio da vegetação e lá ela depositará os ovos que serão imediatamente fertilizados por ele. Após a desova, os adultos devem ser retirados, caso contrário, comerão os filhotes.

A eclosão ocorrerá em 48 horas e os filhotes consumirão o saco vitelino por aproximadamente três dias, quando então devem ser introduzidos microvermes, infusórios e náuplios de artêmia em sua dieta, pode-se tentar utilizar alimento pastoso para filhotes de ovíparos em alguns dias. A alimentação dos pais é bem fácil, rações industrializadas e alimentos vivos como artêmia, tubifex etc.

Escrito por Marne Campos.