Hyphessobrycon eques Nome científico: Hyphessobrycon eques
Nome popular (BR): Mato Grosso
Nome popular (ING): Jewel tetra

 

Família: Characidae
Distribuição geográfica: América do Sul
Comportamento: Pacífico, deve ser mantido em grupos de no mínimo 5 indivíduos.
Tamanho adulto: 4 cm
pH: 6,0 a 7,2
Temperatura: 23 a 27oC
Dimorfismo sexual: Não há.
Alimentação: Ração, patê, artêmia salina, branchonetas, tubifex etc.
Aquário mínimo recomendado: 40 litros
Reprodução: Ovípara
Adequado para plantado? Sim.
Biótopo:  
Informações adicionais:  

Saiba mais sobre a espécie:

Uma ótima opção tanto para iniciantes como para aquaristas mais experientes, o Mato Grosso é um dos peixes mais populares no aquarismo brasileiro, o que se justifica pela sua resistência e capacidade de adaptação. Mas nem por isso o aquarista deve deixar de se preocupar em oferecer as condições mais próximas da ideal ao peixe, pois somente dessa forma ele mostrará todo o seu colorido e terá uma vida longa em cativeiro. Originiário da Bacia do Paraná, é facilmente encontrado em algumas regiões do Brasil e muitas vezes é conhecido como Lambari pelas populações locais.

Na natureza nada em grandes cardumes, sendo essa uma forma de se proteger dos predadores. Devido a esse comportamento irá se sentir bem mais a vontade no aquário caso seja colocado em grupos de no mínimo cinco exemplares, sendo que quanto maior o cardume mais agradável será vê-los nadando.

O aquário para o Mato Grosso deverá ter pH em torno de 6,7 e temperatura em 25ºC e uma densa vegetação será muito apreciada pelo peixe, não havendo restrições quanto as plantas. Zonas sombreadas, substrato escuro, raízes, folhas secas e iluminação suave também são indicadas para a montagem do aquário. Pode habitar aquários comunitários sem maiores problemas contanto que não conviva com peixes de nadadeiras longas como Kinguios e Acarás-Bandeira entre outros, já que como vários outros Tetras ele também costuma beliscar as nadadeiras desses peixes. Bons companheiros para os Mato-Grossos são Tetras, Barbos e peixes de fundo.

 Identificar o sexo do Mato Grosso não é uma tarefa muito fácil, deve-se prestar atenção no abdômen do peixe, pois as fêmeas costumam ser mais "gordinhas" na época da reprodução devido a presença de um número considerável de ovos. Machos possuem a nadadeira dorsal negra.

A reprodução não é muito comum em aquários mas caso o aquarista se interesse, pode separar um grupo num aquário densamente plantado e logo que as perseguições comecem (e se o aquarista der sorte) um casal procurará um local protegido pela vegetação para depositar os ovos. Nessa hora toda atenção é pouca, pois assim que termina a desova os adultos comem os ovos, sendo necessário retirá-los.

Os filhotes devem ser alimentados com microvermes e infusórios. Conforme forem se desenvolvendo deve-se oferecer alimentos maiores como dáfnias e artêmias recém eclodidas, até que sejam capazes de comer ração. A alimentação dos adultos é bem simples, aceitam de tudo, ração em flocos, artêmia salina, tubifex etc.

Escrito por Marne Campos.

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