Lysmata wurdemanni Nome científico: Lysmata wurdemanni
Nome popular (BR): Camarão Bailarino
Nome popular (ING): Peppermint Shrimp

 

Distribuição geográfica: Oceano Atlântico
Sociabilidade: Aos pares ou em grupo.
Comportamento: Pacífico.
Tamanho adulto: 5 cm
pH: 8,0 a 8,4
Temperatura: 22 a 28oC
Densidade: 1023 a 1025
Dimorfismo sexual: Hermafrodita.
Alimentação: Ração, copépodes, aiptásia etc.
Aquário mínimo recomendado: 40 litros
Adequado para reef? Sim.
Informações adicionais:  

 

Saiba mais sobre a espécie:

Tem este nome devido ao movimento lateral que faz com o corpo, mesmo quando parado, parece estar dançando. De fácil manutenção, o camarão bailarino não exige grandes cuidados, apenas manter a água livre de sulfato de cobre e nitratos. De coloração branca com listas vermelhas longitudinais, listas estas bem acentuadas mas que podem variar o tom de acordo com os parâmetros da água ou a iluminação.

O aquário para esse camarão deve ter bastante rochas vivas que proporcionem tocas e esconderijos, pois apesar de ser visto com certa frequência durante o dia, ele prefere andar entre as frestas das rochas ou se abrigar em cantos que lhe proporcionem maior privacidade, ao contrário do período noturno onde se torna mais ativo e é comum ser visto andando em regiões mais abertas do aquário. A adição de Iodo é importante para proporcionar a devida troca de exoesqueleto, principalmente em aquários com deficiência desse elemento.

Esse membro da família Hippolytidae, tornou-se um animal bastante popular em aquários de recife (reefs), pois além de não causar danos aos corais, possui uma virtude muito desejada que é a de se alimentar de Aiptasia pallida, uma pequena anêmona que invariavelmente infesta aquários marinhos e é considerada uma praga. Já houve relatos que, na falta de alimento, também pode atacar Paguros e Snails, porém esse comportamento é bastante raro e normalmente o Camarão Bailarino passa o dia a procura de detritos e matéria em decomposição entre as rochas e corais.

Uma boa notícia é que o Camarão bailarino é reproduzido em larga escala em fazendas de criação de animais aquáticos para aquários, porém é necessário aimentação e cuidados especiais com o animal na fase de larva, o que impede a reprodução de ser bem sucedida em aquários doméstico.

 

Escrito por: Luis Fabiano Penz e Marne Campos