Endêmico do lago Inle, em Mianmar (Birmânia), chega a cerca de 3cm e vive de 03 a 05 anos. Outro excelente peixe para aquários menores, além de ser cardumeiro. Sensíveis a tratamentos com medicamentos, especialmente aqueles que contem cobre. Não indicados para iniciantes.

Sawbwa resplendensParâmetros. De água preferencialmente alcalina, entre 7,0 e 8,0. Temperatura entre 22 e 27°C. Dureza (GH) entre 12 e 20DH. Sensíveis a variações de temperatura.

Dieta. Onívoro. Muitos dos exemplares vendidos ainda são coletados e talvez demorem a se adaptar aos alimentos industrializados. Então, é bom ter alimentos vivos para oferecer. Mas comem de tudo, larvas, insetos, microcrustáceos etc.

Comportamento. Pacíficos com outras espécies. Não correm atrás dos demais nem demonstram agressividade com outras espécies. Contudo, há brigas para estipular a hierarquia no grupo entre os machos, mas nada de mais sério acontece. Para evitar muitos embates, tenha mais fêmeas do que machos. São bons saltadores. Por isso, tampe o tanque.

Aquário. Visto que há disputa por hierarquia, deve ter boa área para natação. Prefira um display comprido, como exemplo: 60x30x30. Em seu habitat natural há muitas plantas, já que o lago Inle possui um solo fértil. Assim, um tanque com muitas plantas fará bem para a espécie. Não gosta de águas rápidas. Cuide para que o filtro não deixe a água turbulenta.

Companheiros. Outros pequenos, devido ao seu tamanho diminuto. No Lago Inle existem espécies como Microrasbora erythromicron e o Inlecypris auropurpurea que podem ser utilizados na mesma montagem. Lembre que são sensíveis com parâmetros diferentes do seu. Então, a escolha deve ser feita em função dele. Os outros peixes devem apreciar os parâmetros exigidos pelo Sawbwa resplendens.

Dimorfismo sexual. Os machos são um pouco maiores que as fêmeas e possuem a cabeça e a ponta das nadadeiras vermelhas. O exemplar masculino possui a cor do corpo de um branco leitoso com tons azulados. A fêmea não é colorida.

Reprodução. Não é comum em aquários e os pais não cuidam das crias. Parece ser estimulada em períodos de temperatura mais baixa. A fêmea dispersa os ovos entre plantas e o macho passa pelo local fertilizando.

Pode-se usar um tanque de reprodução devidamente maturado, com os parâmetros controlados e um pequeno grupo de peixes. Apesar de não ser necessária, pode-se utilizar um filtro de espuma. Plantas como Anubias podem ser utilizadas em grupos para fornecer um local de desova, que acontece quase diariamente.

Após três dias, os alevinos nascem e se alimentam do saco vitelino por mais cinco dias. Pode-se alimentá-los com paramécios, rotíferos e rações específicas para alevinos até que fiquem grandes o suficiente para comerem alimentos maiores. Espere cerca de duas semanas para realizar a primeira pequena troca de água. Isso evita alterar os parâmetros da água do aquário e conseqüente óbito dos filhotes.

Sobre o autor:
Keller Duarte Steglich
Autor: Keller Duarte Steglich
Keller Steglich, também conhecido como Lord_Wolf, é natural de Santa Maria-RS. Locutor e redator de rádio, começou a pesquisar sobre aquarismo em 2006 e a praticar o hobby no ano seguinte, aos 17 anos, tendo sido integrante da equipe AqOL durante o ano de 2010. Sua maior dedicação sempre foram os aquários plantados e entre suas plantas preferidas estão Anubias nana, Cryptocorynes, Valisnérias, Bolbitis, e Rotalas, já quanto à fauna, os pequenos Tetras e as Coridoras são os peixes que mais gosta.

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