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O peixe elefante (Gnathonemus petersii) habita córregos africanos, especialmente rios da bacia do Níger. Encontrado em países como o Camarões, Congo, Nigéria e Zâmbia. Além haver uma parte do corpo mais achatada, há uma protuberância na boca, um prolongamento, semelhante á uma tromba de elefante. Trata-se de um prolongamento da boca e órgão sensorial, usado para auto-defesa, navegação e comunicação. Justamente esse aparelho lhe permite navegar nas águas turvas e de fundo lodoso onde é encontrado. É de hábito noturno e pode viver de 6 a 10 anos.

Parâmetros: Apreciam um pH em torno de 6.8 a 7.5, temperatura variando entre 25 e 28°C e dureza média.

Dieta: Não parecem gostar de ração em flocos. Assim, alimentos vivos, Tubifex, bloodworms, larvas são apreciados por esse animal. Minhocas também são opções adequadas.

Comportamento: É um peixe territorial com os de sua espécie, portanto, podem ser ou mantidos sozinhos ou em comunidades. Quando em pares, um será constantemente molestado. Lembrando apenas que se for mantido em grupos, o aquário precisa ser de grandes dimensões e com refúgios e esconderijos para evitar maiores problemas com as brigas. Com outras espécies, são pacíficos. São, contudo, tímidos. Peixes mais rápidos ou agressivos. Estes podem intimidar o peixe elefante e ele não conseguirá competir por alimento.

Aquário: Assim como as bótias gostam de esconder-se, esses peixes também apreciam esconderijos, que podem ser formados por troncos, pedras ou mesmo esconderijos e túneis de PVC, como é comum muitos aquaristas aqui no Brasil montarem. O cascalho não deve conter arestas cortantes para não prejudicar o sensível nariz do Peixe Elefante. Ainda assim, é difícil de manter em aquário, que precisa ser estável e os padrões químicos da água serem compatíveis com seu habitat. Há a necessidade também do aquário ser maior, já podem passar dos 25cm. Portanto, o ideal é um aquário com pelo menos 200L, 100x40x50.

Dimorfismo sexual: Ainda não se sabe diferenciar o macho da fêmea. Acredita-se também que, quando em cativeiro, os machos tendem a inverter a polaridade do campo magnético produzido por seu nariz, e isso confunde os exemplares, que não conseguem distinguir macho de fêmea. Sim, eles são peixes elétricos, mas não possuem o mesmo Poder de um Poraquê, por exemplo. E macho e fêmea são atraídos por esse campo magnético. Enquanto no macho o campo é positivo, na fêmea, negativo. Não há, entretanto, estudos conclusivos sobre a reprodução desses animais.

Reprodução: São ovíparos de fertilização externa. Ainda não se conseguiu realizar a reprodução destes peixes em cativeiro.

 

Fontes

FishProfiles

Mongabay

FishIndex

SeriouslyFish

BadmanTropicalFish

Aqua-Fish

Aquaworld

Sobre o autor:
Keller Duarte Steglich
Autor: Keller Duarte Steglich
Keller Steglich, também conhecido como Lord_Wolf, é natural de Santa Maria-RS. Locutor e redator de rádio, começou a pesquisar sobre aquarismo em 2006 e a praticar o hobby no ano seguinte, aos 17 anos, tendo sido integrante da equipe AqOL durante o ano de 2010. Sua maior dedicação sempre foram os aquários plantados e entre suas plantas preferidas estão Anubias nana, Cryptocorynes, Valisnérias, Bolbitis, e Rotalas, já quanto à fauna, os pequenos Tetras e as Coridoras são os peixes que mais gosta.