Quando se fala em Acará do Congo muita gente reconhece o peixe, mas ao se falar em Guatemala, raramente alguém saberá de qual espécie está se falando. Isso acontece porque o Amatitlania nigrofasciata é conhecido na maioria das regiões do Brasil pelo nome de Acará do Congo, nomenclatura errada apesar de se tratar de um nome popular, já que o peixe é originário da América Central, bem distante do Congo, um país da África.

Amatitlania nigrofasciata (macho)Acredita-se que esse nome foi dado devido à tradução de "Convict Cichlid", nome pelo qual o Guatemala é conhecido em vários países de língua inglesa, ao se traduzir para o português, a palavra "convict" foi traduzida para "congo" por pessoas sem a devida compreensão da língua inglesa, que reconheceram alguma semelhança na pronúncia das duas palavras. O Ciclídeo do Congo, passou a se chamar então Acará do Congo, já que muitos membros da família Cichlidae (Ciclídeos) recebem o nome de Acará no Brasil. 

É um peixe com agressividade significativa, não devendo ser mantido com peixes menores ou pacíficos. Nas lojas também é possível encontrar indivíduos brancos ou levemente rosados. O aquário deve possuir rochas ou troncos pois o Guatemala costuma utilizá-los para demarcar seu território. Plantas podem ser usadas, dando preferência para as mais robustas ou então de superfície, já que o peixe costuma cavar buracos no substrato e decorar o aquário ao seu gosto, não deixando as plantas em paz, apesar de não fazerem parte de sua dieta.

Amatitlania nigrofasciata (fêmea)O dimorfismo sexual é fácil em peixes já adultos, o macho é maior e apresenta uma protuberância sobre a cabeça, que só se desenvolve em indivíduos adultos. A reprodução em cativeiro é comum, bastando haver um casal com algum afinidade, por isso é indicado para iniciantes na reprodução de ciclídeos em cativeiro. Os pais manterão os filhotes protegidos em tocas entre as rochas ou então em buracos cavados por eles no substrato, costumam ser ótimos pais, cuidando dos filhotes por algum tempo. Os filhotes devem ser separados dos pais assim que esses perderem o interesse pela prole, caso contrário poderão ser devorados por eles.

A alimentação deve ser a mais variada possível, o peixe aceita muito bem rações industrializadas em flocos, ou em bastões para peixes carnívoros e herbívoros, rações liofilizadas, alimento vivo como artêmia salina, minhocas etc. Para os filhotes ofereça náuplios de artêmia, microvermes e rações para filhotes ovíparos até começarem a se alimentar dos mesmos alimentos que os adultos.

Fotografias: Marne Campos

Nome científico: Amatitlania nigrofasciata
Origem: América Central
pH: 6,8 a 7,4
Temperatura: 24ºC
Dureza: 5 dH
Tamanho adulto: 12cm
Tamanho do aquário: 100L
Alimentação: onívoro
Reprodução: ovíparo
Sobre o autor:
Marne Campos
Autor: Marne Campos
Marne Campos, natural de Campinas-SP, é aquarista desde 1990 quando, aos 7 anos de idade, ganhou o seu primeiro aquário e se apaixonou completamente pelo aquarismo. Bacharel em Análise de Sistemas pela PUC-CAMPINAS e técnico em Eletro-Eletrônica pela UNICAMP, criou o projeto Aquarismo Online em 1999, além outras iniciativas ligadas ao aquarismo que vieram logo em seguida, entre elas a idealização do CBAP (Concurso Brasileiro de Aquapaisagismo) onde ocupou o cargo máximo por 12 anos. Dedica-se à aquários plantados desde 1998, tendo como principal área de interesse atualmente, a manutenção de ambientes aquáticos por longos períodos.

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